O que faltou para o México vencer o Brasil?

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Ou o que sobrou para o Brasil perder do México?


Não assuste se durante esse texto, você encontrar uma análise totalmente pessimista sobre o desempenho da seleção nessa terça-feira. Talvez, é mais da minha personalidade do que qualquer outra coisa. Sinceramente, como um todo, vejo que a segunda partida foi melhor que a primeira, principalmente pelos fraquíssimos 45 primeiros minutos contra a Croácia.

Não faltou empenho, faltou desempenho. Thiago Silva fez uma de suas melhores partidas vestindo a amarelinha, e com uma raça nunca vista anteriormente. Neymar correu, correu, correu, e no fim do jogo, deu a impressão de que ele só, correu, pelo o pouco que foi produzido. Mas não faltou gana de vencer e recompensar a torcida de Fortaleza, pelo carinho e incentivo, e pelo hino a capela, dessa vez abraçados como os jogadores. Emocionante pra quem estava lá, e pra quem estava em casa (pois até eu me emocionei).

O Castelão não viu só um show dos brasileiros. Segundo a Polícia Militar, 10000 mexicanos estavam na arena da capital cearense. E deram show. A ponto, da nossa torcida imitar o grito de seus oponentes nos tiros de meta de Ochoa, assim como fizeram com Júlio César.

Já que toquei no assunto, vamos falar dos goleiros. E olha, os arqueiros foram decisivos no jogo. Tanto que o mexicano, ganhou o prêmio de melhor jogador da partida. Conquista merecidíssima, parou Neymar duas vezes, com um bom reflexo e bom posicionamento. O arqueiro brasileiro tão criticado nos últimos jogos, voltou a ter uma atuação completamente segura, aparecendo em boas oportunidades do México.

Defesa no reflexo de Ochoa (Foto: Guito Moreto)

Oportunidades essas, em sua maioria, em chutes de fora da área, e levaram perigo. Os latinos eram mais ofensivos, mas não conseguiam penetrar na defesa brasileira. Giovane dos Santos novamente fez uma grande partida, armou muito bem o jogo, puxou os contra-ataques, e abusou nas horas certas da individualidade. Comparando com Neymar, que faz a mesma função no Brasil, o mexicano foi muito mais eficiente. O menino da Vila por muitos momentos prendeu demais a bola, talvez porque não tinha muitas opções de jogo. Mesmo assim, o craque do Barcelona fez um bom jogo.

A formação que Scolari propôs com a saída de Hulk, estava confusa em campo. Na marcação, duas linhas de quatro. Com isso, o escrete canarinho perdeu o recuo de Luiz Gustavo entre Thiago Silva e David Luiz. O trio fez uma das melhores atuações defensivas da Era Felipão. O volante do Wolfsburg é o jogador mais regular com a amarelinha nos últimos anos. A futura dupla de zaga do PSG atuou com uma raça e entrega poucas vezes antes vista. Daniel Alves fez uma boa partida, menos contestável do que na estreia. Marcelo subiu pouco, e ainda assim, deixou muitos espaços pela esquerda. As alas ainda são problema.

O meio-campo, não se viu. Paulinho sumido nos 4 últimos jogos. A queda de rendimento no Tottenham, afeta visivelmente suas atuações na seleção. Ramires entrou, pra tentar fazer a função de Hulk. No fim das contas, compôs a segunda linha, subia e deixava espaços. Oscar, acabou ficando preso na ponta esquerda, parecia ter trocado de função com Neymar. O México pressionou a saída de bola, e como Oscar não aparecia para dar opção, e forçava o chutão. Willian entrou no fim do jogo, quando já tinha muito a ser feito.

O ataque, procura-se. Fred fugia do jogo, preferia se manter em impedimento. O centroavante do Flu não se habilitava nem para fazer alguma tabela como pivô. Um início de Copa para esquecer. Felipão colocou Jô em campo, e em pouco mais de 20 minutos foi bem mais ativo que Fred. Pode ser surpresa entre os 11 no próximo jogo.

Fred lamenta mais uma chance desperdiçada ( Foto: Alexandre Cassiano / O Globo)
O que faltou pro México, foi um pouco mais de sorte e paciência, para trabalhar mais a bola, ao invés de apenas de finalizar de fora. Depois de vir com tanta desconfiança, se classificando na repescagem, dependem do próprio esforço pra avançar.

O que falta para a seleção brasileira, é aproveitar sua superioridade, e o fato de estar jogando em casa. Precisa ter mais atitude, pressionar a saída do adversário, fechar mais os espaços no meio de campo, e se possível, nas laterais. Queria ver Hernanes no próximo jogo, substituindo Paulinho, dando apoio na armação das jogadas, e porque não, Bernard na vaga de Hulk. A torcida em Brasília aguarda uma atuação que justifica o favoritismo brasileiro, e que faça o povo manter a esperança do hexa.

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