Sufoco, elenco e alívio: Bélgica vence, mas não convence

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Badalados antes da Copa, jogadores pecam no coletivo, mas vantagem técnica prevalece


No penúltimo duelo da primeira rodada da Copa, a Argélia começou melhor, alçando bolas na área e arriscando a primeira finalização do jogo, enquanto a Bélgica tentava se acertar taticamente. Os africanos mostraram surpreendente obediência tática, tocando a bola na vertical e buscando espaços na defesa adversária, embora perdessem a bola no meio-campo com frequência. Os belgas tentavam jogadas individuais - e é justamente esse o problema da promissora geração do país: são ótimos jogadores em seu próprio mérito, mas pecam no coletivo. Não raro, jogadores se posicionavam com espaço para avançar, e não recebiam a bola, mesmo pedindo.  

A primeira boa finalização belga veio pelos pés do meia Witsel, com forte chute de fora da área, aproveitando raro momento de desatenção dos marcadores argelinos. E foi tudo que os favoritos conseguiram: poucos momentos depois, o habilidoso Feghouli foi derrubado na área por Vertonghen, e ele mesmo colocou nas redes do goleiro Courtois: 1 a 0 e festa da torcida alviverde, maioria no Mineirão.


Argélia saiu na frente, mas não conseguiu surpreender a Bélgica (Foto: Eugênio Sávio)

Os europeus voltaram a rondar, sem muito sucesso, a área dos africanos; A falta de comunicação era visível. A estrela Hazard, apagada, não criava jogadas de efeito nem buscava a bola atrás. Aos 34, Witsel arriscou de novo de fora da área e forçou o goleiro M'Bolhi a fazer boa defesa; Os chutes de fora da área se mostravam a melhor opção da decepcionante Bélgica. A posse de bola "Barcelônica" era só um número.

A segunda etapa começou com os Diabos Vermelhos chegando bem, embora ainda dependessem muito de jogadas individuais e bolas alçadas na área; O ferrolho argelino ainda dava conta do recado. Mas Marc Wilmots 'consertou' e adiantou o time com os substitutos Fellaini, Mertens e Origi, que não demoraram a mudar a história do jogo: Origi quase marcou em escapada pelo meio, aos 21, e a cabeleira de Fellaini não desperdiçou ótimo cruzamento de De Bruyne, aos 25. 

O bombardeio belga continuaria nos últimos vinte minutos de partida, culminando na virada, com a terceira substituição, Mertens, que recebeu aos 34 minutos grande passe de Hazard (olha ele aí!) na entrada da área e chutou forte, sem condições para M'Bolhi. Começava a brilhar o elenco mais promissor da Copa. As limitações técnicas da Argélia mantiveram os belgas no controle do jogo, e logo a vitória estava assegurada.


Mertens alivia a apreensão belga (Foto: Sergio Perez/Reuters)

Fellaini, que veio de temporada medíocre (bem como quase todos em seu time, o Manchester United), parece peça fundamental no meio da Bélgica. Demonstrou disposição tática, recompondo a defesa após chegar ao ataque, e sem medo de por lá se aventurar. Mertens é outro que pode figurar entre os onze iniciais na próxima partida. No mais, os europeus conquistaram uma vitória que poderia ser mais tranquila: a Argélia tem bons jogadores, mas veio a passeio. O grupo não é dos mais competitivos, e o mata-mata não perdoa. Fica nossa torcida para que o ótimo elenco belga se acerte até lá.

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