Uma referência faz toda a diferença

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Japão se entrega ao cansaço e Costa do Marfim vira jogo chave

Gervinho e Drogba comemoram a virada (Foto/divulgação: Estadão)
Que sábado de Copa, amigos! Quatro jogos para que o clima realmente não saia do apaixonado pelo futebol. E foi recompensador, ah se foi. Depois de mais uma zebra, um 'Castelanazzo' e o clássico entre campeões mundiais, o jogo derradeiro do dia foi entre duas escolas de bom futebol. O Japão nos últimos anos (principalmente após a passagem de Zico) conseguiu aliar a velocidade com um jogo no chão, de paciência e bom toque de bola; a Costa do Marfim tem a melhor geração de todos os tempos de seu país e, infelizmente, está envelhecida e pode terminar sem se sequer um título continental.

O jogo mais do que interessante, foi disputado. As duas seleções sabiam da importância de uma vitória num grupo equilibrado, onde a Colômbia despontou como a favorita. Os nipônicos contavam com seus principais jogadores, Kagawa e Honda, que podiam desequilibrar - e praticamente todas suas fichas foram depositadas neles. Na Costa do Marfim, uma surpresa entre os 11 inicial: Didier Drogba no banco. O símbolo dessa seleção desde o primeiro Mundial alcançado em 2006, na Alemanha, olhava desolado do banco a peleja.

E os primeiros minutos do duelo mostraram nervosismo pelos dois lados e pressa na realização de jogadas. Honda até então estava omisso, Kagawa não sei nem se estava em campo. Os destaques eram corredores deixados pelos dois lados: Nagatomo e principalmente as duas bandas direitas com Aurier e Uchida monopolizavam as jogadas de ataque.

Honda apareceu pela primeira vez numa cobrança de escanteio. Em seguida, marcou seu gol. Bom chute do meia, seu terceiro gol em mundiais. Os marfinenses sentiram o golpe e pouco ameaçaram no primeiro tempo, com exceção a subidas de Gervinho, que hora pecava por não passar a bola ou por não saber concluir a gol - característica conhecida desde os tempos de Premier League. O Japão tinha o jogo na mão.

Lindo chute de Honda para abrir o placar em Recife (Foto/divulgação: Ararunaonline)
A mudança principal, veio aos 15 minutos do segundo tempo. Drogba entrou e a seleção ficou disposta em um 4-2-4 à moda antiga, para tentar pelo menos o empate. Bastaram poucos minutos para que Aurier, depois de muitas tentativas, cruzasse na cabeça de Bony, 1 a 1. E não demorou muito, apenas dois minutos, e mais um cruzamento de Aurier que dessa vez encontrou Gervinho (com colaboração do arqueiro Kawashima), para virar o placar. A presença do ídolo do Chelsea assustava os japoneses.

Bony anota o empate e pega a bola rumo à virada (Foto/divulgação: Abril)
Um baque - parecido com o marfinense sofrido na primeira etapa -, aliado ao cansaço japonês, não permitiu reação. A Costa do Marfim ganhava todas pelo alto e seus jogadores, em cada divida, davam a impressão de que era Davi contra Golias. Resultado muito comemorado pelos africanos. Sabem que dessa vez a classificação inédita às oitavas é mais do que plausível.







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