Temos uma seleção belga!

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A nova geração belga, finalmente foi um time

Texto de: João Vitor Rezende Borba

Com certeza, as oitavas de final serão lembradas pelas grandes atuações dos goleiros. No sábado, Júlio Cesar salvou a seleção brasileira. Navas conduziu a Costa Rica ao feito histórico. O duelo Alemanha e Argélia contou com grandes defesas Mbolhi e Neuer (que além de defender, jogou de líbero improvisado). Dessa vez, Howard simplesmente fechou o gol. Fica até difícil escolher a melhor atuação. Mas, se fosse pra eleger entre uma dessas, o goleiro americano merece destaque. E se a partida se prolongou tanto, é culpa de Howard. 16 defesas difíceis durante a partida, recorde nos últimos 50 anos.


Origi para em Howard (Foto: Pedro Ugarte/AFP)
Mais uma prorrogação, a quinta em oito jogos possíveis, igualando a marca da Copa de 1938 na França. Parece que os deuses do futebol querem mais tempo para apreciar o Mundial. Aos que esperavam emoção, Bélgica e Estados Unidos não deixaram a desejar. E aos que esperaram desde o início da Copa um jogo rápido, fácil e eficiente da nova geração belga, ficaram satisfeitos.

A Bélgica foi superior durante o jogo todo. Mertens, Hazard e De Bruyne revezaram entre si, ocupando todos os espaços no ataque. Origi não esteve fixo, se movimentou bastante, deu opção pra tabelas e triangulações. A superioridade ofensiva ficou clara pelo número de finalizações, 38 a 13, 27 delas no gol. Witsel e Fellaini também fizeram b
oas performances, marcando e apoiando quando necessário. A movimentação e a coletividade fizeram a diferença no ataque. Kompany e Van Buyten fizeram a melhor atuação de uma dupla de zaga na Copa. A experiência de um, complementa a agilidade e rapidez de outro. O arqueiro Courtois, foi seguro quando requisitado.

Tim defendeu o que pode, já que seu time não soube defender. Sobrou coração, garra. Faltou inteligência, técnica, demonstrada nos outros jogos. Totalmente vulnerável, mesmo mantendo o esquema com 3 volantes, e seus 2 meias presos, não só pela desorganização estadunidense, mas também pela ótima composição belga. A perda de Johnson aos 32 do primeiro tempo, fez muita falta ao time, mesmo com a boa atuação do substituto Yedlin. Sem a válvula de escape pela ala direita, os Estados Unidos perderam uma grande arma de ataque. Wondolowski (que perdeu um gol incrível no fim do jogo) entrou no lugar de Zusi para ser a referência do time. Com a mudança, Dempsey foi recuado, jogando na sua posição de origem, como um segunda atacante, recompondo o meio campo.

Mirallas substituiu Mertens, e manteve o nível técnico do ataque que continuou pressionando, mas sem resultado. Origi fez uma boa atuação durante o tempo normal, mas foi pro banco na prorrogação. Lukaku entrou, e parecia ser a peça que faltava no time holandês. No terceiro minuto do centroavante do Chelsea em campo, os diabos vermelhos finalmente conseguiram marcar. Bela jogada individual de Lukaku pela direita, a bola sobrou pra Kevin De Bruyne, que abriu o placar e finalmente conseguiu transpor a muralha Howard. No último minuto da prorrogação, De Bruyne retribuiu a gentileza, com um passe açucarado para Lukaku guardar o dele.

Água mole em pedra dura, tanto bate até que De Bruyne fura (Foto: Pedro Ugarte/AFP)
Os EUA jogaram melhor na prorrogação, mas não conseguiram segurar o ataque adversário. Green entrou no lugar de Bedoya nos últimos 15 minutos finais, e guardou um tento com 2 minutos em campo. O final do jogo foi na base do desespero, ataque e contra-ataque, mas sem mudar o resultado.

Os norte-americanos, cada vez mais envolvidos com o futebol, tem um legado para as próximas Copas. O soccer cresce em popularidade, expressão e também em nível técnico. A Bélgica que parecia ter chegado aos trancos e barrancos, aparentou ter embalado. A frágil defesa da Argentina que se cuide. Sonhar com uma semifinal, não é demais. A promissora geração belga, aos poucos se torna realidade.

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